Fisioterapia: controle da dor e reabilitação física

Publicado em 18.03.2009
Categoria(s) Destaques

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A atuação da fisioterapia no Centro Multidisciplinar da Dor (CMD) é muito abrangente porque visa não somente o controle da dor como também a reabilitação física. Com o vasto arsenal terapêutico e de avaliação, os tratamentos potencializam o efeito analgésico dos medicamentos e contribuem para a redução de analgésicos.  Além disso, o fisioterapeuta oferece informações sobre as práticas de auto-cuidado, variando desde orientações ergonômicas até a prática de exercícios físicos domiciliares, contribuindo desta forma para intervenções físicas de baixo custo e menor efeito colateral. Por outro lado, o fisioterapeuta é um importante elo no contexto da interdisciplinaridade. O acompanhamento muito próximo, semanais, com o paciente através do toque e de orientações terapêuticas visando a aproximação do indivíduo com seu corpo, permite dimensionar a dor e o sofrimento associado, em seu contexto biopsicossocial.

A atuação do fisioterapeuta em dor crônica, é de grande importância, já que, atuam de forma a levar alívio, segurança e confiança para os pacientes. E fazem isso com muita dedicação e paciência, conquistando aos poucos os objetivos do  tratamento, tais como; Recuperação de força, de resistência, de equilíbrio, funcionalidade, reeducação postural. Proporcionando desta maneira, juntamente com instruções adequadas de posturas corretas para o dia – a – dia e exercícios domiciliares, uma melhor condição funcional ao paciente com dor crônica, de forma que ele adquira independência física para sua vida diária, conseguindo com isso, reintegrá-lo ao ambiente familiar e a sociedade.A fisioterapia através de suas várias técnicas, objetiva melhorar as dores, restabelecer a amplitude de movimento das articulações comprometidas, recuperar a força muscular e principalmente, possibilitar ao paciente independência funcional para a realização das suas atividades de vida diária (básica, instrumental e avançadas) viabilizando assim uma melhor qualidade de vida.

A dor é de uma enorme complexidade, pois envolvem múltiplos fatores interdependentes. Agrega fatores bio-psico-sociais e até mesmo culturais.

A dor pode ser realmente fisiológica em termos de lesão tecidual. Pode ter um valor afetivo e emocional remetendo para uma sensação desagradável que envolva algum trauma emocional. A dor pode ser valorizada como um meio de prazer, por exemplo quando associada ao parto, cuja mãe supera a dor em prol de uma coisa maior, que é o nascimento.

Percebe-se que a dor está sempre vinculada as experiências individuais. Ela é sempre subjetiva e individualizada, e requer uma equipe multidisciplinar na eficácia do tratamento.

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