Fibromialgia – História , Diagnóstico e Tratamento
Publicado em 18.06.2009
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É uma síndrome que se caracteriza por uma dor crônica que acomete o sistema músculo-esquelético de forma difusa e se associa à presença de pontos dolorosos que foram padronizados. Foi descrita pela primeira vez em 1843 como um tipo de reumatismo e depois como Fibrosistis.
Os pacientes sofredores de tal enfermidade frequentemente eram classificados como neuróticos e hipocondríacos, sendo isto derivado da falta de conhecimento sobre a doença pela comunidade científica até então e pelo fato de os pacientes terem suas queixas sem respaldo em lesões orgânicas observáveis.
Entretanto foi em 1990 que o Colégio Americano de Reumatologia estabeleceu os critérios e o nome desta patologia como Fibromialgia.
Foi Wolf em 1990 quem mapeou os principais sinais e sintomas encontrados concomitantemente nos pacientes diagnosticados como doentes portadores desta doença:
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Mostrando então que a Fibromialgia é uma síndrome ( conjunto de sintomas ) e não pode ser encarada como uma doença relacionada simplesmente a pontos dolorosos e à contagem destes. Desta forma, seu tratamento baseia-se no modelo multidisciplinar, considerando a particularidade com que cada paciente se apresenta.
No tratamento medicamentoso temos mais comumente o uso de antidepressivos, analgésicos menores, relaxantes musculares e antinflamatórios nas reagudizações das crises. Todos estes sendo úteis quando associados entre si e a medicações estabilizadoras do Sistema Nervoso Central, conhecidas como anticonvulsivantes.
Entretanto, não podemos esquecer que está na conjunção das medicações acima descritas com as terapias de reabilitação física e psíquica onde teremos os melhores resultados na busca da redução da intensidade das dores, no retorno às atividades de vida laboral, diária e sociais deste indivíduo. A fisioterapia especializada em dor com todas as modalidades de técnicas manuais, bem como a saúde mental focada em terapia breve, alívio da ansiedade e relaxamento, e a associação à exercícios físicos bem orientados por educadores com experiência de reabilitação deste tipo de paciente, trabalhando de forma integrada e multidisciplinar, tem sido preconizados como a melhor abordagem ao paciente fibromiálgico.