A dor que transcende classe econômica

Publicado em 24.08.2010
Categoria(s) Destaques

Mais uma matéria com o Dr. Alexandre Amaral.

O Globo Zona Sul.

Se depender do levantamento recém-divulgado pelo Centro Multidisciplinar da Dor (CMD), o arquétipo do paciente que sofre de dor está longe do cidadão de baixa renda, vitimado pela falta de acesso ao sistema de saúde.

Questionário respondido por cem cariocas que trabalham no Edifício Argentina, em Botafogo, que concentra escritórios de algumas das maiores empresas atuantes no Rio, mostra que 77% dos cariocas sentem algum tipo de dor — e 19% apresentam dores em mais de três partes do corpo.

— Pelo lugar em que colhemos os dados, vemos que o nível socioeconômico não foi um limitante. Surpreendeu-me o fato de que a falta de acesso ao sistema de saúde não é o que cronifica uma dor — avalia o médico Alexandre Amaral, responsável pela pesquisa e pelo CMD.

Dor crônica é a que dura pelo menos três meses. Nesses casos, o que serviria como um alerta para o organismo vira a própria doença.

— Com a dor crônica, o paciente desenvolve também depressão, sono não reparador, fadiga, ansiedade e queda do desejo sexual. A saída é um tratamento multidisciplinar, com acompanhamento psicológico, fisioterapia e outras abordagens — defende Amaral.

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/posts/2010/08/19/a-dor-que-transcende-classe-economica-317395.asp

Posts Relacionados